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Clementina e Sebastião Pinto Leite inauguraram a 6 de Setembro de 1876 o Asilo da Gandarinha, por eles pensado e criado para acolher crianças desvalidas que ali passaram a receber alimentação, vestuário, cuidados médicos e educação dos 3 aos 12 anos. Sem filhos e possuidores de avultada fortuna, fizeram sempre questão de colocar parte dos seus bens ao serviço dos mais desfavorecidos, nomeadamente através de apoio a diversas obras sociais em vários concelhos do país       Sebastião Pinto Leite, nascido em Cucujães no lugar da Gandarinha em 24 de Agosto de 1815, era filho de António Pinto Leite e de Teresa Angélica Bernardino de Assunção Correia. Proprietário e negociante de grosso trato nas praças comerciais de Lisboa, Baía, Londres, Manchester e Liverpool, era muito respeitado pelas suas qualidades de inteligência e trabalho honesto.       Em 1855 casou-se com sua sobrinha Clementina Libânia Pinto Leite, filha de seu irmão e sócio José.       Em reconhecimento das suas benemerências, foi-lhes concedido o título de Viscondes da Gandarinha (decreto de 27 de Janeiro de 1869) e mais tarde o de Condes de Penha Longa (decreto de 4 de Março de 1886). Sebastião Pinto Leite ascendera entretanto a Par do Reino (carta régia de 8 de Janeiro de 1881) e a Comendador da Ordem de Cristo, de Portugal e da Ordem da Rosa, do Brasil. Morreu aos 77 anos no seu palacete da Lapa em Lisboa, a 25 de Agosto de 1892.
Clementina Libânia Pinto Leite, nascida a 6 de Setembro de 1840 na Baía, era filha de José Pinto Leite, natural de Cucujães, e de Carlota Bárbara Leite, natural da Baía, Brasil. Foi aí que viveu e estudou até aos 10 anos de idade, tendo depois completado a sua educação em Inglaterra, onde seu pai geria os negócios da firma Pinto Leite e Sobrinhos com seu irmão Sebastião, com o qual veio a casar-se em 1855.       Pouco depois da morte de José Pinto Leite, pai de Clementina e irmão de Sebastião, o casal veio viver para Lisboa, passando frequentemente temporadas no Solar da Gandarinha em Cucujães. Habituados, quer por virtudes próprias, quer pelos exemplos familiares recebidos a ser sensíveis ao sofrimento alheio, à pobreza extrema e às múltiplas carências das gentes de Cucujães, decidiram destinar para fins beneficentes parte do solar e da propriedade, fundando assim, a suas expensas, o Asilo da Gandarinha, hoje Fundação Condessa de Penha Longa.A 17 de Setembro de 1921, com 81 anos de idade e 45 anos depois da fundação da sua obra, a Condessa de Penha Longa morreu no 1º andar do solar, entregando, por disposição testamentária, aos seus herdeiros, de geração em geração, a continuação da mesma, encontrando-se sepultada, de acordo com a sua vontade, no cemitério de Cucujães. 

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