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        Em 17 de Setembro de 1921 com a sua morte, foram legados pela Condessa de Penha Longa à Instituição valores, terrenos e edifícios em Cucujães, bem como a própria Quinta da Gandarinha com todos os edifícios nela existentes como forma de possibilitar que a obra social tivesse continuidade no tempo. Porém, passados alguns anos, o rendimento do património legado veio a revelar-se insuficiente para fazer face ao conjunto das despesas da Instituição, pelo que o sobrinho e herdeiro João Pinto Leite (3º Visconde dos Olivaes), dando continuidade à tradição de caridade da Família, avistou-se com o então Director-Geral da Assistência, Dr. Possolo, com a finalidade de solicitar algum apoio financeiro estatal. Avaliada a situação e escolhido o modelo jurídico-institucional mais adequado, foram então redigidos os estatutos do Asilo da Gandarinha, os quais viriam a ser aprovados pelo então Ministro do Interior a 5 de Agosto de 1940, bem como pelo Governador Civil de Aveiro por alvará concedido a 8 de Novembro do mesmo ano. O Asilo da Gandarinha era assim reconhecido como instituição de utilidade pública integrado nos Serviços de Assistência, adquirindo, finalmente, personalidade jurídica. Daqui viria a resultar que em 1944, após bastante insistência nesse sentido, a Direcção-Geral de Assistência viesse a aprovar um subsídio anual de 44 mil escudos (220 euros), mantendo-se a Família Pinto Leite como a principal fonte de recursos da Instituição.
 O Relançamento       
Apesar dos permanentes esforços entretanto desenvolvidos pelos membros da  Família no sentido de obterem mais apoios financeiros estatais, até porque as suas condições patrimoniais se alteraram significativamente na sequência da crise económica mundial de 1929, nenhum outro subsídio adicional foi obtido, pelo que a Instituição entrou num período de crise acentuada. A ausência de recursos financeiros começou a não permitir melhorar o nível geral da educação, as condições físicas das instalações bem como a própria alimentação que era fornecida às crianças, às Irmãs de S. Vicente de Paulo e ao restante pessoal que trabalhava na Instituição.

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Prefaciado por Marcelo Rebelo de Sousa

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